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terça-feira, 29 de junho de 2010
PROJETO ÁFRICA 2010 - RELATÓRIO




Iniciado em março e concluído no dia 18 de junho 2010
Introdução:
Baseando-se implementar a Lei 10.639/2003, que obriga as escolas públicas e particulares da educação básica a ensinarem aos alunos conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileira a Escola Elysio Athaíde vem, desde 2005, se debruçando no desenvolvimento de conteúdos que contemplem a cultura afro-brasileira e a discussão sobre identidade e relações étnico-raciais.
Aproveitando a Copa do Mundo, a Escola desenvolveu o projeto interdisciplinar intitulado África 2010 com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre os 06 países do Continente Africano que participam do evento, além de traçar debate sobre a construção étnica racial brasileira e discutir questões sobre a diáspora africana na construção do povo brasileiro.
Os alunos através de estudos, pesquisas e diversas atividades constataram, compreenderam, conheceram e explicaram um pouco sobre a dimensão geográfica, a composição étnica, informações sobre a língua falada oficial e outras línguas nativas, a estrutura social, econômica e política, comida típica e o futebol nos respectivos países estudados.
Sistematização:
Proposições:
- Pesquisar os países africanos que participaram da Copa, incluindo o Brasil.
Por sala, os alunos fizeram exposição dos trabalhos conforme objetivo e metodologia desenvolvida. As exposições ocorreram nas salas. Nos dias anteriores à apresentação, os alunos, em conjunto com os professores responsáveis pelas turmas, trabalharam na preparação do material a ser exposto. Na quinta-feira, dia 17/06, ornamentaram suas salas tematizando o país trabalhado.
No dia 18, das 9h às 12h, ocorreu a culminância dos trabalhos. Houve exposição de maquetes, artesanatos, apresentação de danças, exposição e degustação de comidas típicas do país trabalhado, exposição de cartazes ilustrativos sobre a economia, a política, a história e mapas de cada país.
Ao final, houve apresentação de grupos de dança e degustação de comidas juninas oferecidas pela escola.
Os trabalhos foram avaliados por uma equipe composta pela diretora, vice-diretora e duas secretárias que aferiram pontos de
Fez parte também do Projeto África 2010, um torneio de futsal inter-sala com sete times (Argélia, Nigéria, África do Sul, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Brasil). O torneio foi iniciado no mês de maio e concluído, com a final dos jogos, no dia 10/06, no Clube do SESC, saindo vencedor o time da Costa do Marfim.
Metodologia do Trabalho:
Trabalhou-se com proposições Metodológicas específicas para projeto de pesquisa, podendo citar entre elas a Metodologia da Pesquisa Matricial (Pedro Demo), Metodologia da Problematização (Berbel) e Metodologia da Análise e Síntese (Taffarel) entre outras.
O projeto teve seu início em março do corrente e foi desenvolvido através de aulas expositivas, apresentação de vídeos dos países africanos seguido de debates, leituras orientadas a partir de textos indicados, construção coletiva e individual de sínteses dos textos.
Os procedimentos básicos partiram da análise do conteúdo exposto e da fala dos alunos, mapeada em processos de levantamento preliminar das idéias do grupo, seguindo-se análise crítica dos conteúdos e o confronto com o que diz a literatura, e, por fim, elaboração de novas sínteses, construção do produto final e das vivências práticas corporais (torneio de futsal inter-sala). Cada sala trabalhou um país do continente africano como se segue: África do Sul – 5ª M1, Argélia – 5ª M2, Gana – 6ª M1, Camarões – 6ª M2, Costa do Marfim – 7ª M1, Nigéria - 7ª M2 e Brasil – 8ª série.
Cada professor ficou encarregado de uma sala, segundo sorteio realizado antecipadamente. Os conteúdos temáticos foram trabalhados durante as aulas normais que cada professor tinha com a turma.
Quase todos os alunos tiveram acesso, através de vídeos, aos seis países africanos. Foi feito estudo comparativo sobre as etnias dos povos, análise da religião oficial praticada e religiões existentes em cada país, estudou-se o tipo de regime político, inter-relação da cultura dos países africanos com a cultura afro- brasileira e a influência na construção da nossa sociedade.
Os recursos materiais utilizados nesse projeto, parte foi fornecido pela escola e grande quantidade comprados pelos professores e alunos.
Avaliação:
Cada etapa do projeto o professor avaliou a participação do aluno e a produção do conhecimento adquirido.
O projeto teve um total de 4,0 pontos, distribuídos da seguinte forma:
Critérios a serem avaliados:
Professor 1,0 ponto:
Participação do aluno e produção do conhecimento;
Equipe 2,0 pontos:
Organização da sala, decoração tematizando o país, criatividade e conhecimento demonstrado oralmente pelos alunos;
Auto-avaliação do aluno 1,0 ponto:
Interesse do aluno, motivação da temática, produção do conhecimento, integração com a turma e conhecimento adquirido.
Conclusão:
O Projeto África 2010 possibilitou ao aluno a ampliação do conhecimento da cultura africana e uma visão estrutural sobre o continente.
Pode-se perceber o grande interesse e envolvimento por parte dos alunos e professores. O conhecimento demonstrado por grande parte dos alunos sobre cada país africano que sua sala trabalhou, demonstrou o quanto foi importante e enriquecedor trabalhar o referido projeto. Hoje, podemos dizer, sem medo de errar, que cada aluno passou a perceber a importância do continente africano na formação da humanidade, a diversidade religiosa, étnicas. Conhecimento da cultura, da pobreza, da riqueza e especialmente, a contribuição que o continente africano favoreceu ao patrimônio baiano, que é o estado com uma das maiores populações negro da diáspora africana.
Vídeos trabalhados:
- A África que nunca vimos ou que ninguém nos mostra;
- A África que você nunca viu;
- África subsaariana;
- Cultura africana;
- Trabalho de geografia África;
- Nkosi Skeleli África;
- África as faces de um povo;
- Pangea;
- Geografia placas tectônicas;
-Navio Negreiros;
- Costa do Marfim;
- Gana;
- África do Sul;
- Camarões;
- Argélia;
- Nigéria.
Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Costa_do_Marfim.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Argelia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gana.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Camaroes.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nigeria.
http://pt.wikipedia.org/wiki/AfricadoSul.
BRANCO, Mirian Adriana.
cidadania. Anais do II Encontro “Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional”.
BENTO, Maria Aparecida Silva. Cidadania em Preto e Branco: discutindo as relações étnico-raciais. São Paulo:Editora Ática, 2005.
BERBEL, Neusi A Navas. Metodologia da Problematização. Ed. UEL. Londrina, 1999.
BRASIL. Presidência da República: subchefia de assuntos jurídicos. Lei 11.645 de 10 de março de 2008.
CAVALLEIRO, Eliane. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2005.
DEMO, Pedro. Teoria e prática da avaliação qualitativa. Temas do 2º Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação. Curitiba, Paraná, 2004. p. 156-166.
_____________. Educar Pela Pesquisa. 3 ed. Campinas. SP: Autores Associados, 1998.
GIORDANO, Mário Curtis. História da África, Anterior aos descobrimentos. 3ª Ed. Editora Vozes, Petrópolis, 1997.
LOPES, Ana Lúcia. Currículo, escola e relações étnico-raciais. In: Curso Educação
Africanidades no Brasil: MEC, 2006.
MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo:
Global, 2006. (Coleção para entender).
SANTOS, Luiz Carlos dos. “A presença negra no Brasil”. In: Curso Educação, Africanidades Brasil. MEC, 2006.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
tecologia e esola - Eduardo Chaves
World expo pavilions
UtilizaçãO Da Tecnologia
A tecnologia na Educação (Eduardo Chaves)
A Tecnologia na Educação
Muitos autores têm chamado nossa atenção para o fato de que se um médico, um engenheiro e um professor tivessem sido congelados cem anos atrás, no final do século dezenove, e, agora, fossem descongelados e tivessem que voltar a exercer suas profissões, o médico e o engenheiro não teriam a menor condição de voltar a trabalhar sem extensa readaptação, pois suas profissões foram profundamente transformadas, nos últimos cem anos, em grande parte pelas descobertas científicas e pelos desenvolvimentos tecnológicos.
O médico (para pegar só esse exemplo) não saberia o que fazer com tomógrafos, equipamentos de ultrassonografia, ressonância magnética, cintilografia, não conheceria a maior parte dos remédios hoje disponíveis, ficaria abismado, dentro dos centros cirúrgicos, com as técnicas cirúrgicas, as operações feitas com a ajuda de microcâmeras, o uso do laser, e de tantas outras coisas. Ele teria, na realidade, que reaprender a exercer a sua profissão.
O mesmo vale para o engenheiro e para quase todas as outras profissões que já existissem cem anos atrás.
E o professor? Este, em contraste com o médico, provavelmente entraria sem problemas numa sala de aula típica de nossas escolas e, ressalvada alguma esatualização nos conteúdos (que estariam meio envelhecidos), não teria a menor dificuldade em continuar a dar aulas do mesmo jeito que o fazia há 100 anos - porque esta é a forma que a maior parte dos professores de hoje ainda dá aulas. Ele não precisaria, de forma alguma, reaprender a exercer a sua profissão.
Por que esta diferença? Por que este contraste? Por que, de todas as áreas de nossa sociedade, a educação escolar é a que mais tarda em se valer das tecnologias de informação e comunicação que hoje estão disponíveis?
Se a educação escolar deve, hoje, preparar as pessoas para viverem, como indivíduos, cidadãos e profissionais, no século XXI, em que a presença da tecnologia na vida diária, social e profissional certamente será maior ainda, por que não nos valemos, para educar, dos recursos tecnológicos à nossa disposição?
Não há nada sagrado e permanente nas tecnologias que usamos para educar.
Antigamente, usava-se apenas a voz. Sócrates, talvez, seja o maior educador que se valeu exclusivamente de sua voz para educar. Ele chegou até mesmo a criticar o uso de materiais escritos (textos) na educação: segundo ele, textos, além de enfraquecer nossa memória, não permitem a interação e o diálogo que, para ele, era essencial na educação.
Apesar da oposição de Sócrates, as tecnologias envolvidas na preparação de materiais escritos entraram, e entraram para ficar, na educação.
Originalmente manuscritos, os textos, a partir de meados do século XV, começaram a ser impressos - o livro impresso sendo mais uma tecnologia que alterou profundamente nossa forma de educar.
Hoje não saberíamos educar sem usar materiais escritos para preparar nossas aulas, sem poder esperar que nossos alunos tenham acesso a livros texto, livros paradidáticos, enciclopédias, revistas, jornais, e materiais impressos de toda a ordem.
Levou quase 500 anos para livros e revistas serem vendidos, por baixo preço, em bancas que encontramos a cada esquina, e para se tornarem onipresentes na educação.
É possível que daqui a uns vinte anos, quem sabe menos, as pessoas olhem para trás e se perguntem como é que nós educávamos, no final do século XX, sem computadores, sem redes digitais que transmitem informações multimídia de um canto para o outro do mundo em microssegundos, sem ferramentas de busca e pesquisa que nos permitem encontrar qualquer informação em segundos, sem poder nos comunicar instantaneamente uns com os outros independentemente do local em que nos encontramos.
Ou será que daqui a vinte anos ainda estaremos educando do mesmo jeito de hoje, do mesmo jeito que o fazia, cem anos atrás, o professor congelado, usando apenas as tecnologias da voz, do livro, do giz e do quadro negro?






