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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

DIÁSPORA AFRICANA NO BRASIL

PESQUISA PARA TODAS AS TURMAS SOBRE A DIÁSPORA AFRICANA NO BRASIL.

Obs: Os alunos deverão construir um texto com essas indagações. Não se trata de perguntas e respostas.

Valor da pesquisa= 2,0 pontos

1 – O que é diáspora africana?

2 – Quais foram os países do Continente Africano que os povos vieram escravizados?

3 – Quantidade de escravos africanos chegados ao Brasil durante o período de escravidão?

4 – Quais as línguas nativas que os povos africanos escravizados trouxeram para o território brasileiro?

5 – Quantos países tem o Continente Africano?

6 – Quantos e quais são os países do Continente Africano colonizados pelos portugueses?

Entrega nas seguintes datas, por turma:

5ª M1 entrega dia 26/10;

5ª M2 entrega dia 26/10;

6ª M1 entrega dia 25/10;

6ª M2 entrega dia 26/10;

7ª M1 entrega dia 27/10;

7ª M2 entrega dia 20/10,

8ª Única entrega dia 20/10
DIÁSPORA AFRICANA

O CONCEITO DE DIÁSPORA, ESSENCIALMENTE O DA DISPERSÃO DE UM POVO E SUA CULTURA, APLICA-SE À ESSÊNCIA DA EXPERIÊNCIA HISTÓRICA E PRÉ-HISTÓRICA AFRICANA DESDE O PROCESSO DE POVOAÇÃO DO CONTINENTE. O PRÓPRIO POVOAMENTO DO MUNDO, QUE SE INICIA NA ÁFRICA, PODERIA SER CARACTERIZADO, DE FORMA MAIS ATENUADA, COMO UMA DIÁSPORA AFRICANA. ENTRETANTO, A NOÇÃO COMUM É DA DIÁSPORA AFRICANA COMO FENÔMENO LIGADO APENAS AO TRÁFICO ESCRAVISTA, QUE TROUXE PARA AS AMÈRICAS UMA POPULAÇÃO NUMEROSA DE AFRICANOS CATIVOS.

DESEMBARQUE DE ESCRAVOS NO BRASIL.

Trazido como imigrante forçado e, mais do que isto, como escravo, o negro africano e os seus descendentes contribuíram com todos aqueles que dinamizaram o trabalho durante quase quatro séculos de escravidão. Em todas as áreas do Brasil eles construíram a nossa economia em desenvolvimento, mas, por outro lado, foram sumariamente excluídos da divisão dessa riqueza.
Esta história começa com a chegada das primeiras levas de escravos vindos da África. Isto se dá pro volta de 1549, quando o primeiro contingente é desembarcado em São Vicente. D. João III concedeu autorização a fim de que cada colono importasse até 120 africanos para as suas propriedades. Muitos desses colonos, no entanto, protestaram contra o limite estabelecido pelo rei, pois desejavam importar um número bem superior. Por outro lado, alguns historiadores acham que bem antes dessa data já haviam entrado negros no Brasil.
Afirmam mesmo que na nau Bretoa, para aqui enviada em 1511 por Fernando de Noronha, já se encontravam negros no seu bordo.
A consolidação da economia colonial intensificou o tráfico para o Brasil, especialmente para o Nordeste, onde um tipo de agroindústria se concentrou e floresceu com o cultivo da cana- de- açúcar.
Em 1586, colônia, as estimativas davam uma população de cerca de 57.000 habitantes e deste total 25.000 eram brancos, 18.000 índios e 14.000 negros.
Em 1798, segundo o cálculo de Santa Apolônia, para uma população de 3.250.00 habitantes, havia um total de 1.582.00 escravos, dos quais 221.000 pardos e 1.361.000 negros, sem cortarmos os negros libertos, que ascendiam a 406.000.
Prosseguindo a chegada de africanos, aumentava a seu peso demográfico no total da população brasileira.
Pra o biênio 1817-1818, as estimativas de Veloso de Oliveira davam, para um total de 3.817.000 habitantes, a cifra de 1.930.000 escravos, dos quais 202.000 pardos e 1.361.000 negros havia, também, uma população de negros e pardos que chegava a 585.000.
No século XVIII, o qual, segundo o historiador Pandiá Calógeras, foi o de maior importação de africanos, a média teria chegado a 55.000 entradas anualmente. Essa massa populacional negro-africanas, embora se concentrando especialmente na região nordestina, se espraiará, em maior ou menor quantidade, por todo o território nacional.
Embora não tenhamos possibilidades de estabelecer o número exato de africanos importados pelo tráfico, podemos fazer várias estimativas. Elas variam muito e há uma tendência de se diminuir esse número, em parte por falta de estatísticas e também porque muitos historiadores procuram branquear a nossa população.
Essas discussões sobre o número de africanos entrados no Brasil se reacenderam quando se procurou quantificar essa população escrava, e posteriormente a afro-brasileira, para com isso estabelecer-se o padrão do que se poderia chamar de Homem Brasileiro.
A apuração da nossa realidade étnica excluiria o branco como representativo do nosso homem, daí se procurar subestimar o negro no passado e a sua significação atual.
Carlinhos Maracanã
Cine Zumbi.
CONEGRO.

REFERÊNCIAS TERRITORIAIS DE ORIGEM DO TRÁFICO DE POVOS AFRICANOS ESCRAVIZADOS PARA O BRASIL:

OS PRINCIPAIS PAÍSES FORAM: ANGOLA, CONGO, MOÇAMBIQUE, COSTA DO MARFIM, GANA, BENIM, NIGÉRIA, MADAGASCAR, GUNÉ EQUATORIAL, GUINÉ-BISSAL, UGANDA, SERRA-LEOA, SENEGAL, MALI, CABO VERDE, SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, CAMARÕES, BENGUELA, BURKINA, NIGER, ENTRE OUTROS.

NO SÉCULO XVI, A PRINCIPAL REFERÊNCIA TERRITORIAL É DADA PELAS REGIÕES CARACTERIZADAS COMO ALTA E BAIXA GUINÊ.

OS ESCRAVOS TRAZIDOS DESSAS REGIÕES FORAM ENCAMINHADOS, PRINCIPALMENTE, PARA AS ÁREAS AÇUCAREIRAS DE PERNAMBUCO E DA BAHIA, COMO TAMBÉM PARA O MARANHÃO E O GRÃO-OARÁ.

NOS SÉCULOS XVII e XVIII, AS ROTAS DO TRÁFICO NEGREIRO SE CONSTRUÍRAM: AS COSTAS DA MINA E DE ANGOLA OCORRENDO EM GRANDE VOLUME DE POVOS AFRICANOS PARA O TERRITÓRIO BRASILEIRO.

NESTE PERÍODO OS POVOS AFRICANOS FORAM TRANSPORTADOS PARA O ESTADO DA BAHIA, PERNAMBUCO, ALAGOAS, MARANHÃO, RIO GRANDE DO NORTE, GRÃO PARÁ, MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO e REGIÃO DO CENTRO-SUL.

VIERAM CONSTRUIR A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO SERES HUMANOS DOS DIVERSOS TIPOS DE ETINIAS :

IORUBÁS, GEGÊS, MINAS, CONGOS, ANGOLAS, ANJICOS, LUNDAS, QUETOS, HAUÇAS, FULAS IJEXÁS, JALOFOS, MANDINGAS, NAGÔS, FONS, ARDAS, CALUNGAS, DENTRE MUITAS OUTRAS QUE POSSIBILITARAM O QUE PODEMOS DENOMINAR DE AFRO-DESCENTENTES, OU SEJA, BRASILEIROS DE MATRIZ AFRICANA.

EXINTEM 52 PAÍSES NO CONTINENTE AFRICANO.

A ÁFRICA É DIVIDIDA EM 7 (SETE) REGIÕES:

REGIÃO OCIDENTAL

SENEGAL, GÂMBIA, MALI, GUINÉ-BISAL, GUINÉ, SERRA LEOA, LIBÉRIA, COSTA DO MARFIM, BURKINA-FASO, GANA. TOGO, BENIN, NIGÉRIA, CAMARÕES e NÍGER.

ÁFRICA CENTRAL

CHADE, REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA, GUINÉ-EQUATORIAL, GABÃOCONGO, REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO, ANGOLA e ZÂMBIA.

ÁFRICA ORIENTAL

SUDÃO, ETIÓPIA, ERITRÉIA, DJIBUTI, SOMÁLIA, QUÊNIA, UGANDA, RUANDA, BURUNDI, TANZÂNIA, MALAWI e MOÇAMBIQUE.

ÁFRICA MERIDIONAL

ZIMBÁBUE, NAMÍBIA, BOTSWANA, ÁFRICA DO SUL LESOTO e SUAZILÂNDIA.

ÁFRICA DO NORTE

EGITO, LÍBIA, TUNÍSIA, ARGÉLIA, MARROCOS, e Saara Ocidental.

ÁFRICA INSULAR ATLÂNTICA

CABO VERDE e SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE.

ÁFRICA INSULAR ÍNDICA

MADAGASCAR, COMORES, ILHAS MAURÍCIO e ILHAS

SEYCHELLES.


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