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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Revolta dos Búzios ou Alfaiates

Conjuração Baiana
INTRODUÇÃO
Em agosto de 1798 começam a aparecer nas portas de igrejas e casas da Bahia, panfletos que pregavam um levante geral e a instalação de um governo democrático, livre e independente do poder metropolitano. Os mesmos ideais de república, liberdade e igualdade que estiveram presentes na Inconfidência Mineira, agitavam agora a Bahia.
As inflamadas discussões na "Academia dos Renascidos" resultarão na Conjuração Baiana em 1789. Esse movimento, também chamado de Revolta dos Alfaiates foi uma conspiração de caráter emancipacionista, articulada por pequenos comerciantes e artesãos, destacando-se os alfaiates, além de soldados, religiosos, intelectuais, e setores populares.
Se a singularidade da Inconfidência de Tiradentes está em seu sentido pioneiro, já que apesar de todos seus limites, foi o primeiro movimento social de caráter republicano em nossa história, a Conjuração Baiana, mais ampla em sua composição social, apresenta o componente popular que irá direciona-la para uma proposta também mais ampla, incluindo a abolição da escravatura. Eis aí a singularidade da Conjuração Baiana, que também é pioneira, por apresentar pela primeira vez em nossa história elementos das camadas populares articulados para conquista de uma república abolicionista.
ANTECEDENTES
A segunda metade do século XVIII é marcada por profundas transformações na história, que assinalam a crise do Antigo Regime europeu e de seu desdobramento na América, o Antigo Sistema Colonial.
No Brasil, os princípios iluministas e a independência dos Estados Unidos, já tinham influenciado a Inconfidência Mineira em 1789. Os ideais de liberdade e igualdade se contrastavam com a precária condição de vida do povo, sendo que, a elevada carga tributária e a escassez de alimentos, tornavam ainda mais grave o quadro sócio-econômico do Brasil. Este contexto será responsável por uma série de motins e ações extremadas dos setores mais pobres da população baiana, que em 1797 promoveu vários saques em estabelecimentos comerciais portugueses de Salvador.
Nessa conjuntura de crise, foi fundada em Salvador a "Academia dos Renascidos", uma associação literária que discutia os ideais do iluminismo e os problemas sociais que afetavam a população. Essa associação tinha sido criada pela loja maçônica "Cavaleiros da Luz", da qual participavam nomes ilustres da região, como o doutor Cipriano Barata e o professor Francisco Muniz Barreto, entre outros.
A conspiração para o movimento, surgiu com as discussões promovidas pela Academia dos Renascidos e contou com a participação de pequenos comerciantes, soldados, artesãos, alfaiates, negros libertos e mulatos, caracterizando-se assim, como um dos primeiros movimentos populares da História do Brasil.
A participação popular e o objetivo de emancipar a colônia e abolir a escravidão, marcam uma diferença qualitativa desse movimento em relação à Inconfidência Mineira, que marcada por uma composição social mais elitista, não se posicionou formalmente em relação ao escravismo.
A CONJURAÇÃO
Entre as lideranças do movimento, destacaram-se os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira (este com apenas 18 anos de idade), além dos soldados Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens, todos mulatos. Um outro destaque desse movimento foi a participação de mulheres negras, como as forras Ana Romana e Domingas Maria do Nascimento.
As ruas de Salvador foram tomadas pelos revolucionários Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas que iniciaram a panfletagem como forma de obter mais apoio popular e incitar à rebelião. Os panfletos difundiam pequenos textos e palavras de ordem, com base naquilo que as autoridades coloniais chamavam de "abomináveis princípios franceses".
A Revolta dos Alfaiates foi fortemente influenciada pela fase popular da Revolução Francesa, quando os jacobinos liderados por Robespierre conseguiram, apesar da ditadura política, importantes avanços sociais em benefício das camadas populares, como o sufrágio universal, ensino gratuito e abolição da escravidão nas colônias francesas. Essas conquistas, principalmente essa última influenciaram outros movimentos de independência na América Latina, destacando-se a luta por uma República abolicionista no Haiti e
A violenta repressão metropolitana conseguiu deter o movimento, que apenas iniciava-se, detendo e torturando os primeiros suspeitos. Governava a Bahia nessa época (1788-1801) D. Fernando José de Portugal e Castro, que encarregou o coronel Alexandre Teotônio de Souza de surpreender os revoltosos. Com as delações, os principais líderes foram presos e o movimento, que não chegou a se concretizar, foi totalmente desarticulado.
Após o processo de julgamento, os mais pobres como Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento e os mulatos Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas foram condenados à morte por enforcamento, sendo executados no Largo da Piedade a 8 de novembro de 1799. Outros, como Cipriano Barata, o tenente Hernógenes dâ??Aguilar e o professor Francisco Moniz foram absolvidos. Os pobres Inácio da Silva Pimentel, Romão Pinheiro, José Félix, Inácio Pires, Manuel José e Luiz de França Pires, foram acusados de envolvimento "grave", recebendo pena de prisão perpétua ou degredo na África. Já os elementos pertencentes à loja maçônica "Cavaleiros da Luz" foram absolvidos deixando clara que a pena pela condenação, correspondia à condição sócio-econômica e à origem racial dos condenados. A extrema dureza na condenação aos mais pobres, que eram negros e mulatos, é atribuída ao temor de que se repetissem no Brasil as rebeliões de negros e mulatos que, na mesma época, atingiam as Antilhas.
terça-feira, 6 de julho de 2010
RESULTADO DA PONTUAÇÃO DA COMISSÃO
quinta-feira, 1 de julho de 2010
AUTO-AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA DIVERSIFICADA
AUTO-AVALIAÇÃO II Unidade = (6,0 pontos)
Caro (a) aluno (a),
Você fará uma análise sincera, com bastante responsabilidade e honestidade sobre seu desempenho durante esse período (II unidade):
I parte: Conhecimento adquirido = Valor 3,0 pontos
Cumpriu totalmente = + valor (3,0) NOTA ____________
Cumpriu parcialmente = + valor(1,5)
Cumpriu abaixo do parcial = + -- = valor (0,5)
Não produziu = - valor S/R
Você terá que construir um texto (use o verso) com 25 linhas sobre os aspectos, descritos abaixo, do país que sua turma trabalhou durante o Projeto África 2010:
História, Geografia, Política, Religião, Economia, Cultura e Esporte.
Obs: coloque o nome do país.
Critérios:
+ = 1,0 ponto
+ = 0,5 ponto
- = Não produziu
Coloque em cima do traço o sinal referente ao seu desempenho:
1) Você realizou as atividades no prazo solicitado? = ______
2) Você mantém a sala limpa e cuida do meio ambiente ? =______
3) Você tem comportamento aceitável em sala de aula, tem boa relação com o seu grupo e bom relacionamento com os demais colegas? =____
Use o verso para a redação.
Espero que o seu desempenho tenha sido satisfatório e adquirido um bom conhecimento do país trabalhado no projeto.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA
terça-feira, 29 de junho de 2010
PROJETO ÁFRICA 2010 - RELATÓRIO




Iniciado em março e concluído no dia 18 de junho 2010
Introdução:
Baseando-se implementar a Lei 10.639/2003, que obriga as escolas públicas e particulares da educação básica a ensinarem aos alunos conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileira a Escola Elysio Athaíde vem, desde 2005, se debruçando no desenvolvimento de conteúdos que contemplem a cultura afro-brasileira e a discussão sobre identidade e relações étnico-raciais.
Aproveitando a Copa do Mundo, a Escola desenvolveu o projeto interdisciplinar intitulado África 2010 com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre os 06 países do Continente Africano que participam do evento, além de traçar debate sobre a construção étnica racial brasileira e discutir questões sobre a diáspora africana na construção do povo brasileiro.
Os alunos através de estudos, pesquisas e diversas atividades constataram, compreenderam, conheceram e explicaram um pouco sobre a dimensão geográfica, a composição étnica, informações sobre a língua falada oficial e outras línguas nativas, a estrutura social, econômica e política, comida típica e o futebol nos respectivos países estudados.
Sistematização:
Proposições:
- Pesquisar os países africanos que participaram da Copa, incluindo o Brasil.
Por sala, os alunos fizeram exposição dos trabalhos conforme objetivo e metodologia desenvolvida. As exposições ocorreram nas salas. Nos dias anteriores à apresentação, os alunos, em conjunto com os professores responsáveis pelas turmas, trabalharam na preparação do material a ser exposto. Na quinta-feira, dia 17/06, ornamentaram suas salas tematizando o país trabalhado.
No dia 18, das 9h às 12h, ocorreu a culminância dos trabalhos. Houve exposição de maquetes, artesanatos, apresentação de danças, exposição e degustação de comidas típicas do país trabalhado, exposição de cartazes ilustrativos sobre a economia, a política, a história e mapas de cada país.
Ao final, houve apresentação de grupos de dança e degustação de comidas juninas oferecidas pela escola.
Os trabalhos foram avaliados por uma equipe composta pela diretora, vice-diretora e duas secretárias que aferiram pontos de
Fez parte também do Projeto África 2010, um torneio de futsal inter-sala com sete times (Argélia, Nigéria, África do Sul, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Brasil). O torneio foi iniciado no mês de maio e concluído, com a final dos jogos, no dia 10/06, no Clube do SESC, saindo vencedor o time da Costa do Marfim.
Metodologia do Trabalho:
Trabalhou-se com proposições Metodológicas específicas para projeto de pesquisa, podendo citar entre elas a Metodologia da Pesquisa Matricial (Pedro Demo), Metodologia da Problematização (Berbel) e Metodologia da Análise e Síntese (Taffarel) entre outras.
O projeto teve seu início em março do corrente e foi desenvolvido através de aulas expositivas, apresentação de vídeos dos países africanos seguido de debates, leituras orientadas a partir de textos indicados, construção coletiva e individual de sínteses dos textos.
Os procedimentos básicos partiram da análise do conteúdo exposto e da fala dos alunos, mapeada em processos de levantamento preliminar das idéias do grupo, seguindo-se análise crítica dos conteúdos e o confronto com o que diz a literatura, e, por fim, elaboração de novas sínteses, construção do produto final e das vivências práticas corporais (torneio de futsal inter-sala). Cada sala trabalhou um país do continente africano como se segue: África do Sul – 5ª M1, Argélia – 5ª M2, Gana – 6ª M1, Camarões – 6ª M2, Costa do Marfim – 7ª M1, Nigéria - 7ª M2 e Brasil – 8ª série.
Cada professor ficou encarregado de uma sala, segundo sorteio realizado antecipadamente. Os conteúdos temáticos foram trabalhados durante as aulas normais que cada professor tinha com a turma.
Quase todos os alunos tiveram acesso, através de vídeos, aos seis países africanos. Foi feito estudo comparativo sobre as etnias dos povos, análise da religião oficial praticada e religiões existentes em cada país, estudou-se o tipo de regime político, inter-relação da cultura dos países africanos com a cultura afro- brasileira e a influência na construção da nossa sociedade.
Os recursos materiais utilizados nesse projeto, parte foi fornecido pela escola e grande quantidade comprados pelos professores e alunos.
Avaliação:
Cada etapa do projeto o professor avaliou a participação do aluno e a produção do conhecimento adquirido.
O projeto teve um total de 4,0 pontos, distribuídos da seguinte forma:
Critérios a serem avaliados:
Professor 1,0 ponto:
Participação do aluno e produção do conhecimento;
Equipe 2,0 pontos:
Organização da sala, decoração tematizando o país, criatividade e conhecimento demonstrado oralmente pelos alunos;
Auto-avaliação do aluno 1,0 ponto:
Interesse do aluno, motivação da temática, produção do conhecimento, integração com a turma e conhecimento adquirido.
Conclusão:
O Projeto África 2010 possibilitou ao aluno a ampliação do conhecimento da cultura africana e uma visão estrutural sobre o continente.
Pode-se perceber o grande interesse e envolvimento por parte dos alunos e professores. O conhecimento demonstrado por grande parte dos alunos sobre cada país africano que sua sala trabalhou, demonstrou o quanto foi importante e enriquecedor trabalhar o referido projeto. Hoje, podemos dizer, sem medo de errar, que cada aluno passou a perceber a importância do continente africano na formação da humanidade, a diversidade religiosa, étnicas. Conhecimento da cultura, da pobreza, da riqueza e especialmente, a contribuição que o continente africano favoreceu ao patrimônio baiano, que é o estado com uma das maiores populações negro da diáspora africana.
Vídeos trabalhados:
- A África que nunca vimos ou que ninguém nos mostra;
- A África que você nunca viu;
- África subsaariana;
- Cultura africana;
- Trabalho de geografia África;
- Nkosi Skeleli África;
- África as faces de um povo;
- Pangea;
- Geografia placas tectônicas;
-Navio Negreiros;
- Costa do Marfim;
- Gana;
- África do Sul;
- Camarões;
- Argélia;
- Nigéria.
Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Costa_do_Marfim.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Argelia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gana.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Camaroes.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nigeria.
http://pt.wikipedia.org/wiki/AfricadoSul.
BRANCO, Mirian Adriana.
cidadania. Anais do II Encontro “Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional”.
BENTO, Maria Aparecida Silva. Cidadania em Preto e Branco: discutindo as relações étnico-raciais. São Paulo:Editora Ática, 2005.
BERBEL, Neusi A Navas. Metodologia da Problematização. Ed. UEL. Londrina, 1999.
BRASIL. Presidência da República: subchefia de assuntos jurídicos. Lei 11.645 de 10 de março de 2008.
CAVALLEIRO, Eliane. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2005.
DEMO, Pedro. Teoria e prática da avaliação qualitativa. Temas do 2º Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação. Curitiba, Paraná, 2004. p. 156-166.
_____________. Educar Pela Pesquisa. 3 ed. Campinas. SP: Autores Associados, 1998.
GIORDANO, Mário Curtis. História da África, Anterior aos descobrimentos. 3ª Ed. Editora Vozes, Petrópolis, 1997.
LOPES, Ana Lúcia. Currículo, escola e relações étnico-raciais. In: Curso Educação
Africanidades no Brasil: MEC, 2006.
MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo:
Global, 2006. (Coleção para entender).
SANTOS, Luiz Carlos dos. “A presença negra no Brasil”. In: Curso Educação, Africanidades Brasil. MEC, 2006.
